• Liderar pelo exemplo: Palestra do General Carlos Lourenço ao CPOS da Força Aérea

    Há momentos em que liderar deixa de ser apenas uma função e passa a ser uma prova diária de carácter. Num tempo em que as missões se multiplicam, os recursos humanos diminuem e a pressão operacional é constante, as organizações, e em particular as organizações militares, enfrentam um desafio silencioso: Como manter a motivação, o compromisso e a coesão quando o desgaste se acumula?

    Foi neste contexto que, no âmbito da unidade curricular de Comunicação Estratégica e Organizacional do Curso de Promoção a Oficial Superior da Força Aérea, os capitães auditores do Instituto Universitário Militar viveram uma sessão diferente. Não foi apenas uma aula. Foi um encontro com a liderança na sua forma mais autêntica.

    Convidado para esta sessão especial, o Brigadeiro-General Carlos Lourenço, Piloto-Aviador da Força Aérea, trouxe muito mais do que conceitos ou modelos teóricos. Trouxe experiência vivida. Com 38 anos de serviço, cerca de 3 000 horas de voo em F-16 e atualmente Diretor de Operações no Comando Aéreo da Força Aérea, partilhou histórias reais de comando, decisões tomadas sob pressão, gestão do risco e liderança em cenários onde não há margem para o erro.

    Ao longo da sessão, tornou-se claro que liderar não é um exercício abstrato. É uma prática diária que exige conhecimento, coragem e coerência. Falou-se da importância de conhecer verdadeiramente as pessoas, de comunicar com clareza, de dar e receber feedback, de decidir com justiça, de promover a meritocracia e de agir sempre com integridade, brio e sentido de dever.

    Mais do que palavras, ficou a evidência de que a liderança eficaz nasce da consistência entre o que se diz e o que se faz. De líderes que assumem decisões difíceis, que dão o exemplo pelo conhecimento e pela atitude, e que compreendem que comandar é, antes de tudo, servir.

    Esta sessão representou também um exemplo concreto da força que resulta da ligação entre experiência operacional, ensino e cultura organizacional. Uma ligação que reforça o compromisso das chefias intermédias e dos futuros líderes, promovendo uma visão mais humana, exigente e responsável do exercício da chefia e do Comando.

    Porque, no final, as organizações não se transformam apenas com planos ou estratégias. Transformam-se com líderes que inspiram pelo exemplo, honram os seus valores e fazem da liderança um compromisso diário — mesmo quando o contexto é exigente e o caminho não é fácil.

    No IUM, formar líderes é também criar espaço para estes testemunhos. Porque é neles que se aprende o que realmente significa liderar.

  • Liderar pelo exemplo: Palestra do General Carlos Lourenço ao CPOS da Força Aérea

    Há momentos em que liderar deixa de ser apenas uma função e passa a ser uma prova diária de carácter. Num tempo em que as missões se multiplicam, os recursos humanos diminuem e a pressão operacional é constante, as organizações, e em particular as organizações militares, enfrentam um desafio silencioso: Como manter a motivação, o compromisso e a coesão quando o desgaste se acumula?

    Foi neste contexto que, no âmbito da unidade curricular de Comunicação Estratégica e Organizacional do Curso de Promoção a Oficial Superior da Força Aérea, os capitães auditores do Instituto Universitário Militar viveram uma sessão diferente. Não foi apenas uma aula. Foi um encontro com a liderança na sua forma mais autêntica.

    Convidado para esta sessão especial, o Brigadeiro-General Carlos Lourenço, Piloto-Aviador da Força Aérea, trouxe muito mais do que conceitos ou modelos teóricos. Trouxe experiência vivida. Com 38 anos de serviço, cerca de 3 000 horas de voo em F-16 e atualmente Diretor de Operações no Comando Aéreo da Força Aérea, partilhou histórias reais de comando, decisões tomadas sob pressão, gestão do risco e liderança em cenários onde não há margem para o erro.

    Ao longo da sessão, tornou-se claro que liderar não é um exercício abstrato. É uma prática diária que exige conhecimento, coragem e coerência. Falou-se da importância de conhecer verdadeiramente as pessoas, de comunicar com clareza, de dar e receber feedback, de decidir com justiça, de promover a meritocracia e de agir sempre com integridade, brio e sentido de dever.

    Mais do que palavras, ficou a evidência de que a liderança eficaz nasce da consistência entre o que se diz e o que se faz. De líderes que assumem decisões difíceis, que dão o exemplo pelo conhecimento e pela atitude, e que compreendem que comandar é, antes de tudo, servir.

    Esta sessão representou também um exemplo concreto da força que resulta da ligação entre experiência operacional, ensino e cultura organizacional. Uma ligação que reforça o compromisso das chefias intermédias e dos futuros líderes, promovendo uma visão mais humana, exigente e responsável do exercício da chefia e do Comando.

    Porque, no final, as organizações não se transformam apenas com planos ou estratégias. Transformam-se com líderes que inspiram pelo exemplo, honram os seus valores e fazem da liderança um compromisso diário — mesmo quando o contexto é exigente e o caminho não é fácil.

    No IUM, formar líderes é também criar espaço para estes testemunhos. Porque é neles que se aprende o que realmente significa liderar.