O Instituto Universitário Militar (IUM), realizou um seminário subordinado ao tema Contributos das Informações para a Segurança do Espaço Euro-Atlântico — Ameaças, perigos e tendências: uma perspetiva atual, no âmbito do 7.º Curso de Pós-Graduações em Informações Militares (CPGIM), no passado dia 29 de janeiro.
O CPGIM tem como um dos seus objetivos estruturantes aprofundar a cooperação institucional, promovendo a partilha de conhecimento e o reforço da articulação entre entidades civis e militares com responsabilidades no domínio da defesa e da segurança. Nesse enquadramento, o seminário contou com uma audiência diversificada, integrando participantes civis e militares provenientes de várias instituições, nomeadamente do Sistema de Informações da República Portuguesa, do Serviço de Informações de Segurança, do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, do Centro de Informações e Segurança Militares, do Centro de Ciberdefesa e Cibersegurança das Forças Armadas, da Polícia de Segurança Pública, da Polícia Judiciária, bem como dos Ramos das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana.
As intervenções proporcionaram uma abordagem plural e complementar das temáticas em análise, refletindo diferentes níveis e domínios da segurança. Foram apresentadas perspetivas estratégicas e securitárias, assim como perspetivas militares globais nos domínios terrestre, marítimo, aéreo e cibernético, enquadradas no atual panorama de ameaças, evidenciando a sua transversalidade e impacto sistémico.
O debate sublinhou a necessidade de uma visão integrada e multidimensional da segurança, assente na cooperação interinstitucional, na partilha eficaz de informações e na utilização coordenada de capacidades civis e militares. Num contexto em que as ameaças ultrapassam fronteiras físicas e assumem naturezas híbridas, difusas e tecnologicamente avançadas, a articulação entre atores institucionais revela-se determinante para a eficácia da resposta nacional.
O seminário afirmou-se, assim, como um espaço privilegiado de reflexão e debate entre instituições, em torno do papel central das Informações na antecipação de riscos, na proteção dos interesses nacionais e na salvaguarda da segurança coletiva no espaço euro-atlântico, no quadro de um conceito de segurança alargada que mobiliza o Estado no seu todo.