Seminário “Coreia no século XXI: uma Península Global”

O Seminário “Coreia no século XXI: uma Península Global”, realizado no Instituto Universitário Militar, 17 de maio de 2018 permitiu analisar e debater, de forma multidimensional, com relevo para as dimensões globalização, diplomacia e segurança, a Península da Coreia.

A sessão de abertura contou com a presença do Comandante do Instituto Universitário Militar, Vice-Almirante Bastos Ribeiro, do Diretor do Instituto Diplomático, Embaixador Freitas Ferraz, do Diretor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Professor Doutor Francisco Caramelo e da Professora Doutora Teresa Rodrigues. Na sessão de abertura, o Embaixador da Coreia do Norte em Portugal, Embaixador Chul-min Park, apresentou-se otimista quanto ao futuro da região. O Embaixador cimentou a sua posição no facto das atuais negociações serem conduzidas ao mais alto nível, terem associado um pacote de medidas verificáveis e calendarizadas e terem sido difundidas internamente na Coreia do Norte.
No primeiro painel abordaram-se “As dinâmicas político-diplomáticas”, tendo a centralidade da República Popular da China (RPC) sido reconhecia por todos os oradores. O Professor Miguel Santos acervou que este player apostará numa solução pacífica, pois é a que melhor protege o interesse nacional de Pequim. A Mestre Andreia Pires relembrou a importância do Fórum da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), enquanto ferramenta multilateral, não deixando de enfatizar o papel modelador da relação RPC – Estados Unidos da América (EUA). O Dr. Tiago Chaves acervou que, apesar do falhanço na sua implementação, a Organização para o Desenvolvimento Energética da Península Coreana (KEDO) pode ser utilizado como modelo para uma futura solução. Este painel terminou com o Embaixador Duarte de Jesus a afiançar que apenas uma solução negocial poderá contribuir para a pacificação da região. Mas, que esta só será possível se ambos os lados souberem aproveitar as Zone of Possible Agreement (ZOPA) existentes ou emergentes.
O segundo painel iniciou-se com um estudo geoestratégico da região apresentado pelo Professor Doutor Armando Marques Guedes, a que se seguiu uma análise das Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças (SWOT) do regime de Pyongyang, que permitiu ao Dr. Muller e Souza identificar como o quantitativo das Forças Armadas da Coreia do Norte, potenciado por uma “força moral aparentemente superior à dos seus adversários”, se constitui como a base de sustentação interna e externa do regime. O Major Pinto Correia terminou este painel, apresentando as opções de resposta militar ao dispor dos EUA, ressalvando que “qualquer opção que implique emprego de meios cinéticos no território da Coreia do Norte implica riscos muito elevados”, por isso “apenas deverá ser desencadeada em forma de retaliação”.
No painel “A Península Coreana no Horizonte 2035”, o Professor Doutor Félix Ribeiro, acompanhado pelos discentes, Andreia Graça, Andreia Pires, Stella Menezes e Tiago Chaves apresentaram os cenários possíveis para a evolução da Península Coreana. Os cenários foram desenvolvidos tendo em conta duas incertezas cruciais: a primeira relacionada com o resultado das negociações, em curso no que respeita à celebração de um Tratado de Paz; e a segunda com o destino do arsenal nuclear e do programa de misseis balísticos da Coreia do Norte.
O Seminário “Coreia no século XXI: uma Península Global” inseriu-se na quinta edição da Pós-Graduação em Globalização, Diplomacia e Segurança, curso ministrado no âmbito do entendimento existente entre o Instituto Universitário Militar, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (da Universidade Nova de Lisboa) e o Instituto Diplomático.

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