Outras Publicações

A guerra dos cinco dias

A guerra dos cinco dias : a invasão da geórgia pela federação Russa. Autor: Armando Marques Guedes. 2009

No início da segunda semana de Agosto de 2008, a Rússia invadiu a Geórgia, um Estado soberano com assento nas Nações Unidas. Quinze dias depois, desmembrou-a. Quaisquer que tenham sido os motivos para esta intervenção militar, o certo é que ela fez parte de um conjunto de medidas russas de afirmação nacional numa das suas 'zonas de influência' tradicional - muitas das quais têm vindo a ser anunciadas por Vladimir Putin e Dmitry Medvedev.

Apesar de George W. Bush ter reagido tant bien que mal e de Nicolas Sarkozy, em nome da União Europeia, ter tentado um 'acordo de seis pontos' para uma rápida cessação das hostilidades na Geórgia, 0 “Ocidente” pouco logrou fazer face a uma “quarrel in a faraway country between people of whom we know nothing”. A Geórgia viu-se retalhada. Para uma opinião pública desatenta, a questão pareceu remota.

Desde o primeiro momento, Moscovo insistiu na legalidade da sua actuação e invocou posturas semelhantes dos norte-americanos na Europa, atitudes que vão da polémica ao redor do “estatuto final” do Kosovo ã instalação de um 'escudo anti-mísseis' em lugares próximos do território russo, na Polónia e na República Checa. Em finais de Dezembro do mesmo ano de 2008, o Kremlin anunciou um upgrade e uma importante e inusitada reestruturação das suas Forças Armadas, bem como uma mudança na sua doutrina militar.

Fê-lo de modo a estar preparada, explicou 0 Ministro da Defesa, para combater em “três frentes em simultâneo, em conflitos locais e regionais como foi o da Geórgia” - e de seguida'designou 0 'espaço pós-soviético' como lugar de eleição para tais intervenções, que previu poderiam vir a acontecer “durante o ano” de 2009. Num balanço geral, a impressão que fica é a de que se regressou na Europa a “política de grandes potências' que tanto afligiu a nossa História. A reacção dos Estados Unidos da América à actuação russa na Geórgia e à nova postura de desafio de Moscovo parece confirmá-lo. A Europa está de novo de permeio. É esse o foco geral do presente estudo.

Guerra peninsular

Guerra peninsular : prelúdio liberal do tecido político-social e a transformação do aparelho militar português. Vários Autores. 2010. (Seminário realizado no IESM)

Este livro nasce na sequência de um Seminário Internacional subordinado ao tema “Guerra Peninsular: prelúdio liberal do tecido político-social e a transformação do aparelho militar português”, realizado no Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM), em 27 e 28 de Março de 2008.

A organização do evento surgiu na sequência de propostas apresentadas pela Comissão Portuguesa de História Militar relativas às Comemorações do Bicentenário da Guerra Peninsular (2007-2014), que receberam aprovação de Sua Excelência o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar. Sendo o IESM um estabelecimento de ensino superior público militar, integrado no Ministério da Defesa Nacional e directamente dependente deste, considerou a iniciativa do maior interesse e importância e propôs-se participar nela activamente.

O período da Guerra Peninsular tem sido alvo do maior interesse e atenção por parte dos diversos cursos que frequentam o Instituto, pela evidência dos importantes acontecimentos que encerra e, principalmente, pela relevância dos ensinamentos que emanam da resposta que Portugal deu face aos desafios que na altura se colocaram, onde a própria soberania do País esteve em causa. Acresce que, presentemente, os assuntos «Guerra Peninsular›› e ‹‹Invasões Francesas» têm merecido um desenvolvimento exponenciado em organismos civis e militares nacionais, com a realização de colóquios, exposições e congressos, o mesmo acontecendo com alguns órgãos de comunicação social, através de textos publicados, documentários e debates.

O método geopolítico alargado

O método geopolítico alargado : persistências e contigências em portugal e no mundo. Autor: José Manuel Freire Nogueira. 2011

É uma honra e um privilégio poder redigir um Prefácio para um livro como este. O seu Autor, o Major-General José Manuel Freire Nogueira, não carece de apresentação. As suas qualidades são bem conhecidas. Depois de servir na Guerra do Ultramar, em Angola, e de deter vários postos cá, o então Major Nogueira revelou desde cedo, na Aliança Atlântica, a sua vocação analítica, ao pôr em causa - dois anos antes da tão surpreendente queda do Muro de Berlim - todo um edifício intelectual que postulava uma enorme capacidade ofensiva da temida URSS; fê-lo, ao demonstrar, através de um estudo que ficou conhecido na NATO como Nogueira Paper, que tal estava longe de corresponder à realidade, o que lhe abriu as portas para várias funções e presidência de comités da Aliança. No final dos anos 90 trabalhou, com o Embaixador António Martins da Cruz, na espinhosa questão do Kossovo.

Antigo Professor do Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM), o Major-General é hoje, já doutorado, membro do Conselho Científico do Centro de Investigação do IESM. Foi ainda o Pai Fundador e Presidente do Centro Português de Geopolítica, uma instituição privada de utilidade pública dedicada - como o seu nome o indica - ao estudo aprofundado da geoestratégia e da geopolítica. Dirigiu a revista Geopolítica. Doutorou-se summa cum laude, por unanimidade, em Relações Internacionais (Estudos de Segurança), na Universidade Nova de Lisboa, um empreendimento que tive o prazer de instigar (numa viagem memorável conjunta que fizemos à Roménia, em conversa algures na Transilvânia), co-orientar com o Professor Doutor António Horta Fernandes - e depois arguir em provas públicas a que acorreu muitíssima gente,-entre dezenas de académicos, dúzias de militares, e inúmeros amigos e familiares avulsos.

Bioterrorismo e biossegurança

Bioterrorismo e biossegurança : desafios para portugal. Vários Autores. 2011. (Seminário realizado no IESM)

A crise e a limitação de recursos estatais leva a necessidade de estabelecer prioridades, pelo que o combate ao Bioterrorismo dependerá do balanço entre possibilidades e probabilidades da sua ocorrência.

No entanto, um facto preocupa os analistas' 15.000 cientistas e biotecnológos russos saíram do seu pais natal depois da queda do muro, desconhecendo-se o paradeiro da maior parte deles, o que levanta uma questão.

Vamos esperar pelas consequências desvastadoras de uma fatalidade para suprir a nossa vulnerabilidade?

Alexandre Reis Rodrigues

Vice-almirante

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